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Saraminda

Maurice Druon: sobre “Saraminda”

  O Universo das Paixões Absolutas Saraminda é, eu creio, o melhor romance de José Sarney. O leitor não se desprende de sua  leitura repleta dessa mistura tão particular de verdade naturalista e de fantasia trágica que caracteriza seu talento. O “Contestado” e “la couleur” instalam-se em nossa imaginação. Sarney destaca-se na pintura da floresta equatorial, da Caiena de outrora, das técnicas e da vida terrível dos garimpeiros. E a gente sente a proximidade do Maranhão. E, além disso, estamos no universo das paixões absolutas, com essa Saraminda, enfeitiçada e Continue a ler

José Louzeiro: sobre “Saraminda”

  A importância de Saraminda O mais recente romance de José Sarney, que vem sensibilizando leitores e críticos, é uma obra inovadora. São quatro as trilhas e tramas que dinamizam essa narrativa: — O erótico, de desenho quase litúrgico, elevado ao estágio do sutil; — A instauração de um ciclo especial do inferno chamado garimpo; — Os duendes da mata-virgem que se tornaram anjos protetores  inclusive do romancista; — O passado que condena mas enternece. Saraminda não é apenas um contraponto de Iracema e Capitu, como lembra Carlos Heitor Cony. Continue a ler

Tereza Cruvinel: sobre “Saraminda”

  Era uma vez uma mulher de seios de ouro   No novo livro de Sarney, há pitadas de realismo fantástico colhidas no imaginário dos garimpos e na tradição oral. A literatura ficará devendo à política a existência de Saraminda, o novo romance de José Sarney. Não fosse haver-se candidatado a uma cadeira do Senado pelo Estado do Amapá em 1991, não teria o ex-Presidente tropeçado nas sobrevivências da luta entre franceses e brasileiros pela posse das terras contestadas, ou nas marcas da febre de ouro que rasgou o ventre Continue a ler

Radu Vladut: sobre “Saraminda”

  Saraminda, a fascinação do inefável Além de suas virtudes literárias certas, Saraminda é um romance de grande atmosfera, na linha trilhada há mais de meio século por Malcolm Lowry com Under the Volcano, cuja ação tem lugar nas mesmas coordenadas geográficas (aproximadamente). Difícil de construir e com um alvo relativamente restrito, tal romance solicita ao máximo o leitor, impondo geralmente uma segunda e até uma terceira leitura para atingir a decifração do ambiente, principalmente, e da linha épica, secundariamente. As personagens, porém, precisam antes de uma abordagem permitida mais Continue a ler