A Página do Sarney

Palavra e Obra

O sofrido Líbano

O Maranhão tem uma certa ligação com o Líbano. É difícil encontrar uma família maranhense que com ele, de maneira direta ou indireta, não possua uma ligação de sangue, sentimental ou de amizade. Sírios e libaneses de vários credos religiosos buscaram para seus caminhos de imigração o Norte do Brasil. Aqui no Maranhão essa presença se tornou tão forte que muitos sírio-libaneses assumiram posições de liderança na política, no comércio, nas entidades de classe, com grande expressão. Essa influência e miscigenação se tornou tão arraigada que chegou até a incorporar-se Continue a ler

Nota sobre a morte de Napoleão Saboia

Foi com grande comoção e tristeza que recebi a notícia da morte de Napoleão Sabóia, a quem me ligavam quarenta anos de amizade.

Trabalhamos juntos em O Imparcial. Quando Presidente da República o chamei para trabalhar em meu gabinete e com ele tive uma convivência fraternal durante o resto da vida. Era um grande talento e grande intelectual.

Foi repórter de O Estado de S. Paulo e seu correspondente em Paris durante mais de vinte anos. Tinha na França relacionamento com grandes intelectuais e escritores, como Maurice Druon, Claude Lévi-Strauss, Denis Tillinac, e com o mundo político, tendo acesso, como correspondente de um grande jornal brasileiro, a Mitterrand, Chirac, Rocard, Giscard.

Ficou devendo uma coletânea de suas excelentes entrevistas com figuras do mundo intelectual e político europeu. Era respeitado e gosava de prestígio no Brasil, onde o meio jornalístico o tinha entre seus grandes nomes.

Quero partilhar meu sentimento de dor com toda a sua família, seus filhos Bruno e Antônio e seus primos, principalmente os filhos de Pires Saboia, que foi como seu pai e a quem sou ligado por estreita amizade.

José Sarney

Sala Glauber

Registros audiovisuais de entrevistas, discursos e eventos históricos protagonizados por José Sarney

De seus arquivos, apresentamos alguns registros de entrevistas, discursos e eventos históricos protagonizados por José Sarney.

Frases

A opinião de José Sarney sobre a política, a literatura e a sociedade em frases escolhidas.

Ao longo de mais de setenta anos de sua obra José Sarney refletiu sobre os grandes temas da política, da literatura e da sociedade. Aqui está uma seleção de frases que refletem seu pensamento.

Leituras

Citações feitas por José Sarney em artigos, conferências e discursos.

José Sarney dedica grande parte de seu tempo à leitura. Sua biblioteca, largamente anotada ao longo dos anos, é uma fonte de reflexão que muitas vezes compartilha em seus discursos e textos jornalísticos.

90 fotos para 90 anos

abertura 24 de abril de 1930
Pinheiro, Maranhão
nasce José Sarney

parabéns, Presidente,
por seus noventa anos
Cidade de Pinheiro Sarney aos 10 anos A peregrinação Sarney aos 12 anos Mocidade em São Luís 4 5 O nome 6 Contra a ditadura 7 Na UME e na UNE, com os líderes do futuro 8 Movelaria Guanabara 9 10 11 12 13 14 15 16 Reco-reco na Banda 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 Infraestrutura 34 O fim do AI-5 e o PDS 35 36 37 38 A Aliança Democrática 39 40 41 A doença de Tancredo Neves 42 O Governo Sarney inicia 43 44 45 Política Externa 46 Vale Transporte 47 48 O SUDS - Assistência Médica Universal 49 Secretaria do Tesouro e Siafi 50 A Constituinte e a Constituição 51 52 53 Os resultados econômicos 54 Os resultados econômicos 55 56 57 58 59 60 Senador pelo Amapá 61 62 63 64 65 66 67 Primeiro mandato de Presidente do Senado 68 As causas sociais 69 70 71 A presença política 72 73 74 75 76 Reforma administrativa 77 78 79 80 81 82 83 84 Os Códigos Jurídicos 85 86 87 88 89 Sarney faz noventa anos 90

Em São Luís do Maranhão, aos 90 anos.
Foto de Edgar Rocha.

60 Anos de Política

Durante 60 anos, a personalidade de José Sarney se destacou na vida política brasileira. Estreando como suplente de Deputado Federal em 1955, teve papel de destaque nas duas Câmaras seguintes, iniciando como Vice-Líder de Carlos Lacerda na UDN — por indicação de Afonso Arinos — e chegando a Vice-Presidente do Partido, representando o grupo da Bossa Nova. Último governador eleito por voto direto até 1982, transformou profundamente o Maranhão. Ao lado de Daniel Krieger, no Senado, fez parte do grupo da Arena que manteve o diálogo aberto com o MDB, participação essencial para que, em 1985, fosse eleita uma chapa civil.

Nos dias trágicos de março e abril coube-lhe substituir Tancredo Neves. Conduziu a transição democrática, restaurando a sede de voto com eleições anuais, inclusive da Assembleia Nacional Constituinte. Em seu período de governo o desemprego ficou na média de 3,8% e a economia cresceu, em números corrigidos, 129% em valor total e 99% em renda per capita.

Senador pelo Amapá, manteve a liderança nacional, sendo quatro vezes eleito Presidente do Senado e do Congresso Nacional.

Presidente do Congresso

Por quatro vezes, José Sarney presidiu o Senado Federal e, portanto, o Congresso Nacional: nas Sessões de 1995/97, 2003/05, 2009/11 e 2011/13. Durante este período modernizou a Casa e teve a iniciativa de importantes reformas legislativas, além de vários códigos jurídicos.

Outros Mandatos

Eleito suplente de Deputado Federal em 1954, Sarney participou de 3 legislaturas na Câmara dos Deputados, e, além de Governador e Presidente da República, exerceu 2 mandatos como Senador pelo Maranhão e 3 como Senador pelo Amapá.

Presidente da República

Presidente da República ao substituir Tancredo Neves, José Sarney assegurou a Transição Democrática, com a realização da Assembleia Constituinte e a promulgação da Constituição de 1988.

Governador do Maranhão

No governo de José Sarney o Maranhão sofreu uma transformação radical, que foi da educação, com o programa João de Barro, à infraestrutura, com a chegada da energia de Boa Esperança e a abertura de estradas de Norte a Sul.

15 de março de 1985. Na ausência de Tancredo Neves, hospitalizado para uma cirurgia abdominal, José Sarney toma posse como Presidente em exercício. 

Poeta e Romancista

Desde cedo José Sarney se dedicou à literatura, vocação que nunca o abandonou. Fez parte do grupo de jovens intelectuais “da Movelaria”, em São Luís, onde se discutia caminhos para a poesia, a ficção, o ensaio e, ao mesmo tempo, para o Maranhão.

Das contribuições na imprensa, inclusive na revistinha A Ilha, saiu o primeiro livro, A Canção Inicial, de poemas. Na vertente ficcionista encontrou tempo para escrever, durante o tempo que governou seu Estado, um livro de contos, Norte das Águas, que lhe deu visibilidade nacional. 

Maribondos de Fogo foi lançado no fim da década de 1970, e marcou sua entrada para a Academia Brasileira de Letras, em 1980 — o que faz com que seja, há alguns anos, seu decano.

Romancista com uma obra marcante — seus três romances foram traduzidos em várias línguas — Sarney tem dedicado grande parte de sua vida a escrever: são hoje 121 títulos, em 169 edições, com traduções em onze línguas.

Saraminda A Mulher, o Ouro e a Floresta O Dono do Mar O Homem, o Mar e o Tempo A Duquesa vale uma Missa O Menino, a Duquesa e o Quadro

O novo Governador do Maranhão aparece com a família numa janela do Palácio dos Leões. Hoje, com sessenta e sete anos de casados, Marly e José Sarney, além dos três filhos — Roseana, Fernando e José —, têm treze netos e quatorze bisnetos.