
Uma inveja danada
Inveja é coisa feia. E este pecado mortal — Santo Agostinho dizia que é o

Inveja é coisa feia. E este pecado mortal — Santo Agostinho dizia que é o

Vivemos atualmente com uma nova percepção sobre o tempo. Creio que os físicos encontrarão uma

A assinatura do tratado entre União Europeia e Mercosul nesta semana tem uma dimensão tão
Durante 60 anos, a personalidade de José Sarney se destacou na vida política brasileira. Estreando como suplente de Deputado Federal em 1955, teve papel de destaque nas duas Câmaras seguintes, iniciando como Vice-Líder de Carlos Lacerda na UDN — por indicação de Afonso Arinos — e chegando a Vice-Presidente do Partido, representando o grupo da Bossa Nova. Último governador eleito por voto direto até 1982, transformou profundamente o Maranhão.
15 de março de 1985. Na ausência de Tancredo Neves, hospitalizado para uma cirurgia abdominal, José Sarney toma posse como Presidente em exercício.

Inveja é coisa feia. E este pecado mortal — Santo Agostinho dizia que é o pecado do diabo por excelência —, que é o desejo de ter o que outro tem, anda de mãos dadas com a avareza, que é o desejo de ter tudo. Muita gente tem inveja dos relógios, carros e fortuna dos outros. Eu, de minha parte, nunca tive. Na nossa geração da política disputada na internet a inveja encontrou um terreno fértil: já que todos se expõem e mostram o que têm, o invejoso quer ter o que o outro tem, sejam votos, acessos, “likes” e, naturalmente, o sucesso e o dinheiro que anda junto. Ideias, a esta altura, leva desvantagem, e a política se empobrece, embora os políticos enriqueçam. Não é que a inveja não estivesse na política há muito tempo, desde sempre as disputas tiveram em grande parte a inveja como motivo. Os vitoriosos

Inveja é coisa feia. E este pecado mortal — Santo Agostinho dizia que é o pecado do diabo por excelência —, que é o desejo de ter o que outro tem, anda de mãos dadas com a avareza, que é o desejo de ter tudo. Muita gente tem inveja dos relógios, carros e fortuna dos outros. Eu, de minha parte, nunca tive. Na nossa geração da política disputada na internet a inveja encontrou um terreno fértil: já que todos se expõem e mostram o que têm, o invejoso quer ter o que o outro tem, sejam votos, acessos, “likes” e, naturalmente, o sucesso e o dinheiro que anda junto. Ideias, a esta altura, leva desvantagem, e a política se empobrece, embora os políticos enriqueçam. Não é que a inveja não estivesse na política há muito tempo, desde sempre as disputas tiveram em grande parte a inveja como motivo. Os vitoriosos
Desde cedo José Sarney se dedicou à literatura, vocação que nunca o abandonou. Fez parte do grupo de jovens intelectuais “da Movelaria”, em São Luís, onde se discutia caminhos para a poesia, a ficção, o ensaio e, ao mesmo tempo, para o Maranhão.
Das contribuições na imprensa, inclusive na revistinha A Ilha, saiu o primeiro livro, A Canção Inicial, de poemas. Na vertente ficcionista encontrou tempo para escrever, durante o tempo que governou seu Estado, um livro de contos, Norte das Águas, que lhe deu visibilidade nacional.
Por quatro vezes, José Sarney presidiu o Senado Federal e, portanto, o Congresso Nacional: nas Sessões de 1995/97, 2003/05, 2009/11 e 2011/13. Durante este período modernizou a Casa e teve a iniciativa de importantes reformas legislativas, além de vários códigos jurídicos.

_____ A agonia de Tancredo Neves A posse dos eleitos deveria ocorrer em 15 de março, porém Tancredo Neves foi submetido a uma cirurgia de emergência na noite de 14 de março, ficando impossibilitado de assumir. No dia 15 de março de 1985, sob o impacto da doença de Tancredo Neves, José Sarney tomou posse como Vice-Presidente da República em exercício da Presidência. A dramática noite, com a internação de Tancredo, as discussões, no próprio Hospital de Base e em vários espaços institucionais e privados, sobre os procedimentos constitucionais da posse, tinham tido seu clímax com a cirurgia do Presidente eleito. A cerimônia mais paradigmática da democracia, a alternância de poder, revestida de simbolismo especial, depois de 20 anos, passar do regime militar para o civil, deu-se num anti-clímax, onde os sentimentos de alegria e tristesa, esperança e temor se mesclavam. O início do Governo Sarney Tancredo Neves faleceu em
O novo Governador do Maranhão aparece com a família numa janela do Palácio dos Leões. Hoje, com sessenta e sete anos de casados, Marly e José Sarney, além dos três filhos — Roseana, Fernando e José —, têm treze netos e quatorze bisnetos.