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A ciência da mão de Deus

Os franceses gostam de dizer que tempos como estes que estamos vivendo são de “excesso de crises”. É um somatório de crises. Esta palavra grega, krisis, descreve um problema que se torna paroxístico, um momento de evolução decisivo, que o Aurélio define como “período de desordem acompanhado de busca penosa de uma solução, situação aflitiva”. É o nosso caso, com a singular diferença de que estas crises com que estamos convivendo todo dia, que fazem parte do nosso cotidiano, não são comuns, mas duas grandes crises; e, embora seja a crise um ponto final, elas se arrastam, continuando a crescer.

Estão superpostas a crise sanitária mundial da Covid e a nossa crise, as nossas crises: do sistema de saúde e da política, da economia, da educação, do emprego, da grande, da imensa desigualdade social e … — são tantas, completem suas listas. Nesta visão geral o resultado é que detemos o primeiro lugar no pódio mundial de mortos pela Covid, resultado da omissão que levou à falta de oxigênio, de remédios, de leitos, de médicos e da negação às campanhas pela adoção do uso de máscara, pelo distanciamento social e pelas regras básicas de higiene, como o simples costume de lavar as mãos.

Daí estar se disseminando cada vez mais na população o medo. Ele é comum aos animais; mas para os homens tem uma diferença: enquanto para aqueles surge no momento do perigo, para nós, com nossa capacidade de raciocinar, há a certeza de que a morte virá, uma antecipação dos riscos. A razão nos traz o medo, mas permite que adotemos medidas de defesa e proteção, a começar por regras sociais coerentes, baseadas na convivência política (o medo da morte forma o Estado, diz Hobbes) e no conhecimento científico.

Em uma entrevista de 1993, Jean Delumeau, um grande especialista na história do medo, diz que ele não desaparecerá, pois o medo fundamental é o da morte. Há várias maneiras de morrer, diz Delumeau, conformados ou em desespero. E para aplicar um exemplo presente, tomo o trecho: “Se uma epidemia está nas portas de uma cidade, como era o caso das pestes de antigamente, a proximidade da morte pode provocar pânico.”

Agora, diante de tantas ameaças, que a imprensa diariamente repete, uma das que nos pesam e nos preocupam neste instante é de que, com o agravamento da crise, o medo, que já começa a dominar nossa população, nos leve ao mais perigoso pânico.

É este aspecto da Covid que está se transmitindo aos sintomas da ansiedade, do estresse final associado à morte e levando a perturbações mentais, o que fecharia o círculo de nossas desgraças.

Só nos resta a esperança de que Deus estará sempre conosco e não chegará este momento. A fé não pode fugir de nossos corações. Até Nossa Senhora teve medo quando o anjo lhe saudou:

— ‘Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.’ Ela se perturbou com aquelas palavras e o anjo lhe disse: ‘Não temas…’

Não tenhamos medo. A hora é da razão humana, do espírito humano, no que tem de mais alto, a ciência, trazida pelas mãos de Deus. E a ciência nos salvará.

1 thought on “A ciência da mão de Deus

  1. Afonso Nascimento

    A formação do papa, um mistério que vai além da história

    Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente. (Gn 2.7)

    Na busca por redenção, o homem sempre teve o intento de salvar-se e alcançar novamente a imortalidade perdida com o pecado no jardim do Éden.

    Um mistério como esse vai além da história, atravessa a barreira do tempo, confunde sábios e torna-se fruto do trabalho de inúmeros cientistas. Mas como descobrir esse segredo e revelar tal fórmula à humanidade? A resposta para essa pergunta já foi desvendada e agora é aplicada na concepção e criação de um menino que está sendo preparado para se tornar papa da igreja Católica Apostólica Romana.

    Tudo começou na década de 1990 em uma cidade brasileira chamada São Luís, capital do estado do Maranhão, onde surge a ideia de se preparar um papa. A ideia surgiu da imaginação de um ex-presidente da república do Brasil, de um ministro do Supremo Tribunal Federal, de uma personalidade do futebol, do brilhantismo da mente de um alto líder católico e de todo o conhecimento adquirido ao longo dos séculos, nas áreas da ciência, tecnologia, religião e etc… Registrados e bem guardados nos Arquivos Secretos do Vaticano.

    Que a história comece…

    O nascimento, criação e treinamento do papinha

    Após a visita histórica do papa João Paulo II ao Brasil em outubro de 1991, em São Luís do Maranhão uma das capitais visitadas pelo pontífice, começam disputas no bairro da Madre Deus para saber o sobrenome de qual família levaria o menino que seria preparado desde sua infância para ser no futuro o bispo de Roma e Sumo pontífice da igreja Católica. As famílias do bairro já sabiam que o menino seria de lá porque um dos responsáveis revelou que ele nasceria e cresceria no bairro mais folclórico e popular da cidade e que tinha uma capela muito popular no período junino, onde milhares de pessoas se deslocavam para prestar homenagem ao primeiro papa da igreja, o apóstolo Pedro.
    Em outubro de 1994 as disputas chegam ao fim porque é revelado que o escolhido já era nascido, mas o nome da criança e a sua respectiva família por segurança não foi revelado. O papa jovem também chamado carinhosamente de “papinha” devido sua mocidade, nasceu em 15 de outubro de 1994, data que só foi revelada na primeira semana santa após o menino completar seus 7 anos. Essa data marcou o primeiro aparecimento público do mesmo na Paixão de Cristo do Anjo da Guarda, o maior espetáculo a céu aberto do Maranhão onde foi mostrada uma imagem em tamanho real dele prestando continência a Jesus Cristo, carregado por cabos em um helicóptero e informado que ele estaria entre a multidão que acompanhava o espetáculo. As pessoas impactadas não conseguiram identificá-lo em meio ao grande público mas ficaram com o semblante do garoto gravado em suas memórias.
    Após esses acontecimentos foram repassadas mais informações sobre o “papinha” como as de que ele tinha sido batizado em São José de Ribamar e que ao ser levado aos Lençóis maranhenses como parte da sua preparação teria demonstrado poderes de ordem milagrosa durante seu treinamento.
    Durante a Copa do mundo de 2002 em uma estratégia de apresentá-lo para o grande público, durante os jogos da seleção brasileira, flashes com imagens do menino devidamente vestido com as cores de seu país, eram mostradas, fato que chamou muita atenção e o popularizou. A estratégia deu muito certo e a seleção brasileira acabou sendo campeã naquele ano.

    E assim o processo se desenvolve!

    E ele tinha sonhos e visões enquanto dormia, e era durante o sono que tudo acontecia. Enquanto ele dormia o processo de formação era iniciado. Munidos dos conhecimentos adquiridos, os envolvidos desenvolvem uma técnica chamada de método de insuflar, que consiste em introduzir (ar ou outro gás) por meio de sopro (vapor, pó, medicamento, anestésico etc.) para dentro de qualquer cavidade do corpo durante o sono.
    Ao entrar em profundo sono os responsáveis pelo método, diminuíam os seus batimentos cardíacos, seu fluxo respiratório e insuflando conduziam algo para o interior do “papinha” através do sopro e inflavam os seus pulmões com todos os melhores medicamentos, a fim de aperfeiçoar sua saúde física, mental e tornar o seu corpo mais saudável. E por fim é feita a transferência da mente de um dos envolvidos na concepção desse projeto para o “papinha.”

    Dano Colateral

    Extraíram o seu DNA, através da reengenharia mudaram o seu código genético e o único dano colateral referente a esse processo foi a detecção de um transtorno bipolar adquirido devido a essa alteração.

    Formação

    E o “papinha” teve uma formação acadêmica impecável, sendo ensinado e doutrinado pelos melhores teólogos.

    No final da formação, o ex-presidente reivindica o papado para o Brasil e faz um chamado nas redes de rádio, televisão e internet com as seguintes exclamações: “–Venham ver como é que se prepara um papa!” “–Do nordeste do Brasil sairá um papa!” E conclui dizendo: “–Vem para o Brasil que eu mostro como é que se prepara um papa!”

    E o ministro do Supremo Tribunal Federal envolvido no processo conclui: “–Nunca foi nossa intenção preparar um papa melhor do que o outro, mas vamos trazer as origens do papado pra cá!”

    Em breve a continuação…

    Esta é uma obra de ficção, baseada parcialmente na realidade, mas com a maior parte do seu conteúdo sendo imaginário.

    Autor: Afonso Celso Santos Nascimento
    @afonsonascreal

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