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O Plano Cruzado

Sarney assumiu a chefia do governo em plena recessão econômica, com inflação elevada. Para enfrentar a crise e a desconfiança com a economia, que persistia, embora o Produto Interno Bruto tenha crescido 8,5%, o presidente adotou medidas heterodoxas, capitaneadas por João Sayad, ministro do Planejamento.

Em fevereiro de 1986, inspirado nos planos de sucesso em Israel, Sarney lançou o Plano Cruzado, marcado pelo congelamento de preços por um ano, associado ao reajuste salarial automático em caso de inflação acima de 20%, o chamado gatilho salarial.

Para estimular o consumo e afastar o risco de recessão, Sarney aumentou em 12% o valor real dos salários. A medida foi seguida por uma grande mobilização dos consumidores na fiscalização dos preços. Eram os “fiscais do Sarney”. Apesar da popularidade do plano e do ministro da Fazenda, Dilson Funaro, o setor empresarial não aderiu ao Cruzado, promovendo um desabastecimento do mercado que forçou o retorno da inflação.

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