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AML faz Sessão da Saudade em homenagem a Antônio Carlos Lima

AML faz Sessão da Saudade em homenagem a Antônio Carlos Lima

Uma sessão de saudade e reconhecimento para homenagear a memória do jornalista e escritor Antônio Carlos Gomes Lima (1956-2023). Essa foi a programação especial realizada na tarde desta quinta-feira (26) no Salão Nobre da Academia Maranhense de Letras (AML), entidade da qual Lima era membro desde 2012. Antônio Carlos Lima  faleceu no último dia 8 de outubro, aos 66 anos, em Brasília.

O evento, intitulado Sessão da Saudade, foi aberto pelo presidente da AML, Lourival Serejo e marcado por homenagens feitas por acadêmicos e amigos, exaltando a obra e a figura humana do escritor, carinhosamente chamado pelos amigos pelo apelido de “Pipoca”.  O escritor e ex-presidente da República, José Sarney, amigo de longas datas e confrade de Pipoca na AML, fez questão de participar e render homenagens a Lima. 

 Um dos depoimentos mais contundentes foi, seguramente, o do ex-presidente José Sarney, que falou de sua antiga e sólida amizade com Antônio Carlos.

Segundo Sarney, Antônio Carlos era “como um filho” e com ele dividia impressões sobre política, livros e, principalmente, literatura latino-americana.

Ao fim da sessão, o também acadêmico Félix Alberto Lima agradeceu, emocionado, às manifestações de admiração, respeito e carinho ao irmão homenageado

Cerimônia na AML
Membros da AML reuniram-se na Sessão da Saudade

Biografia

Membro da cadeira nº 7, Antônio Carlos de Lima, nasceu em São Raimundo das Mangabeiras-MA, a 5 de dezembro de 1956. Viveu parte da infância em Floriano (PI), e a adolescência, em Barra do Corda-MA, onde estudou no Colégio Nossa Senhora de Fátima, onde fundou e editou, durante dois anos, o jornal mimeografado O Pássaro, já mostrando sua inquietude para escrever.

Em São Luís, formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (1982). Foi redator do jornal alternativo A Ilha, atuou em diversos veículos e foi diretor de Redação do antigo jornal O Estado do Maranhão, de 1983 a1991, à frente do qual realizou importante reforma gráfica e editorial, que se destacou pela valorização das artes e da cultura.

Recebeu o Prêmio Fenaj de Jornalismo pela reportagem Cuba, Dez Dias na ilha que Abalou as Américas, publicada em O Estado do Maranhão, em agosto de 1988, resultado de viagem àquele país. Foi agraciado com a medalha do Mérito Mauá, do Ministério dos Transportes (1989).  Do Governo do Maranhão recebeu (1984), a comenda da Ordem do Mérito Timbira, no grau de Grande Oficial, e, em dezembro de 2013, a medalha de Comendador do 4o Centenário da Fundação da Cidade de São Luís. Em outubro de 2009, foi o Homenageado Especial do 6o Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão, em reconhecimento à grande contribuição prestada na Comunicação para a sociedade maranhense do seu tempo. É Cidadão Honorário de Barra do Corda e membro da Academia Barracordense de Letras.

Exerceu, em três administrações governamentais, o cargo de Secretário de Estado de Comunicação Social do Maranhão, à frente do qual ofereceu importante contribuição à cultura maranhense.

Organizou, escreveu o prólogo e promoveu, junto à Universidade de Santiago do Chile (Usach), a edição de Sousândradeum canto brasileiro de amor a Chile. Tem trabalhos publicados nos livros Cadernos de Jornalismo (Fenaj-1988), Maranhão Reportagem (São Luís: Clara Editora, 2003). Publicou os livros Além da Ilha, seleta de artigos, reportagens e entrevistas (Clara Editora, 2004) e São Luís, azulejos e poesia, destinado ao público infantojuvenil (São Paulo: Cortez, 2007).

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